Quase todo cabelo que quebra em salão quebra por um motivo só: alguém aplicou química sem saber o que já tinha no fio. Não é falta de técnica na aplicação. É falta de diagnóstico antes dela.
Este guia reúne o que a gente ensina sobre diagnóstico capilar, na ordem em que a decisão acontece no atendimento: primeiro você descobre o que tem no cabelo, depois testa, depois decide.
A ordem que evita prejuízo
- Anamnese — o que a cliente conta, registrado por escrito e assinado
- Avaliação do fio — o que o cabelo conta, e que quase sempre contradiz a cliente
- Teste de mecha — a única prova que vale quando há dúvida
- Decisão — aplicar, adiar ou recusar
Pular qualquer uma das quatro é apostar o cabelo da cliente e a sua reputação na sorte.
Por que a cliente não é fonte confiável de histórico
Não é má-fé. É que ela não sabe o nome do que usou, não lembra a data, comprou como "escova sem química" o que era relaxamento, ou fez em casa e tem vergonha de dizer.
Por isso o diagnóstico profissional não pergunta "você já fez química?". Ele pergunta o que a pessoa consegue responder de verdade, e depois confere no fio.
O que cada erro custa
| Erro de diagnóstico | O que acontece |
|---|---|
| Não perguntar sobre henna | Química reage, fio derrete ou muda de cor |
| Confiar no "não fiz nada" | Incompatibilidade com relaxamento antigo |
| Pular o teste de mecha | Descobre o problema com o cabelo inteiro na cabeça |
| Não registrar por escrito | Sem prova de que a cliente omitiu, o prejuízo é seu |
Nenhum desses erros é de técnica. Todos são de processo.