A maior parte dos salões não tem problema de cliente. Tem problema de conta.
Agenda cheia e dinheiro curto no fim do mês quase sempre significa a mesma coisa: o preço foi definido olhando o que a concorrente cobra, não o que o serviço custa.
A conta que quase ninguém faz
Preço de serviço tem quatro componentes, e a maioria só enxerga o primeiro:
- Produto usado — o que dá para ver
- Tempo de cadeira — as horas que aquele serviço ocupa e ninguém mais usa
- Custo fixo rateado — aluguel, luz, água, internet, contador, sistema
- Sua remuneração — o que sobra para você, que é o motivo do negócio existir
Quem calcula só o produto está cobrando o preço do frasco e doando o resto.
O erro de olhar a concorrente
"A do lado cobra X, então eu cobro X."
O problema é que você não sabe o custo dela, o produto dela, o tempo que ela leva, nem se ela está ganhando dinheiro. Copiar preço de quem talvez esteja no prejuízo é copiar o prejuízo.
Referência de mercado serve para posicionar, não para calcular. Primeiro você acha seu número, depois compara.
O que este guia cobre
Os artigos deste bloco vão do cálculo à conversa difícil: quanto cobrar por cada serviço, o que fazer quando a cliente traz o produto, como reajustar sem perder gente, MEI, agenda e como responder quando o resultado não sai como prometido.
Não é teoria de gestão. É a conta que fecha o mês.