Terapia capilar é a área que mais cresce no salão e a que mais gera confusão sobre limite. A linha é simples de enunciar e difícil de respeitar quando a cliente está na cadeira pedindo solução:
Profissional de beleza cuida de cosmético e de couro cabeludo saudável. Diagnóstico e tratamento de doença é do médico.
Quem atravessa essa linha assume um risco que não é seu, e perde a proteção que a própria profissão oferece.
O que é seu
- Avaliar aspecto do couro cabeludo e do fio: oleosidade, descamação leve, sensibilidade, densidade aparente, qualidade da haste
- Aplicar cosméticos e protocolos com produto regularizado
- Higienização, esfoliação, tônicos, massagem, alta frequência, laserterapia de uso cosmético
- Orientar rotina em casa
- Acompanhar evolução com registro e foto
O que é do médico
- Dizer qual doença a pessoa tem
- Alopecia androgenética, alopecia areata, dermatite seborreica, psoríase, líquen
- Prescrever medicamento, oral ou tópico
- Pedir e interpretar exame
- Qualquer quadro com ferida, sangramento, pus, dor, perda em placa ou queda súbita e intensa
Você pode suspeitar. Não pode afirmar. A frase que resolve é "isso precisa de uma avaliação médica", nunca "você tem X".
Por que encaminhar te fortalece
Existe um medo bobo de que encaminhar signifique perder a cliente. Acontece o contrário:
- Ela volta com diagnóstico, e aí você trabalha junto com o tratamento, não contra
- Ela percebe que você não vende o que não entrega
- Você se protege de tratar algo que nunca ia melhorar com cosmético
Cliente que passou meses num protocolo cosmético para uma condição que exigia médico não volta — e conta para as amigas.
O que este bloco cobre
Anamnese específica de terapia capilar, precificação de sessão, as causas de queda que você precisa saber reconhecer, laserterapia, alta frequência e como montar cronograma profissional.
Tudo pela ótica de conduta no salão, não de medicina.
⚠️ Este conteúdo é orientação de conduta profissional em salão de beleza. Não substitui avaliação médica, dermatológica ou tricológica.